Leitura e Escrita nas aulas de Matemática.
É de extrema importância a leitura e a interpretação de textos em matemática, pois sem esses dois não conseguimos muitas coisas, é a através deles que nossos alunos conseguem ler e entender o que se pede nos enunciados das atividades, não somente isso, mas na leitura de textos com uma abordagem mais explicativa também.
Vejo que muitos alunos têm essa resistência nas aulas de matemática, principalmente quando iniciamos esse trabalho de leitura, mas tudo é questão de costume, à partir do momento que o professor inicia o trabalho e o coloca em prática, ele mesmo, a participação e o envolvimento dos alunos é gradativa.
Eu mesma, há alguns anos atrás tive uma experiência bem difícil, mas nada que o tempo e os frutos não se resolvessem por si só.
Em 2007 fui removida para uma escola e lá tive minha primeira turma de 5ª Série, hoje 6º Ano e montei um projeto de leitura e escrita nas aulas de matemática, como nesta série/ano trabalhamos com o conceito e construção de frações, decidi fazer um trabalho bem diferente, utilizando tangram e o livro: "O Pequeno Príncipe" de Antonie de Saint Exupéry.
O projeto era: Construir com os alunos o tangram através de dobradura e recorte e depois utilizá-lo para montar as figuras geométricas como triângulos, quadrados, paralelogramos, etc., utilizando as próprias peças do tangram e assim montar as frações, e juntamente com esse trabalho em uma aula por semana, fazíamos a leitura do livro, e em casa os alunos o reescreviam e assim como o autor faz as ilustrações do livro, os alunos também deveriam fazer as ilustrações, mas não através de desenhos e sim com o tangram.
Muito bem, projeto pronto apresentado à Professora Coordenadora Pedagógica e aprovado, iniciamos o trabalho, na semana seguinte alguns pais aparecem na escola e questionaram à diretora o fato de uma professora de matemática estar fazendo leituras nas aulas, sendo que deveria ensinar a somar, subtrair, e principalmente, multiplicar e dividir e não ficar "enrolando" as aulas.
Muito bem, projeto pronto apresentado à Professora Coordenadora Pedagógica e aprovado, iniciamos o trabalho, na semana seguinte alguns pais aparecem na escola e questionaram à diretora o fato de uma professora de matemática estar fazendo leituras nas aulas, sendo que deveria ensinar a somar, subtrair, e principalmente, multiplicar e dividir e não ficar "enrolando" as aulas.
Expliquei tudo à eles, o motivo do projeto e eles aceitaram , mas supervisionavam de perto e no final do ano, com o trabalho terminado o livro reescrito pelos alunos e ilustrado por eles mesmo com o tangram, marcamos a apresentação, todos os pais estavam lá e queriam ver e prestigiar o trabalho dos filhos e dos colegas dos filhos.
Muitos me elogiaram, pediram desculpas, e disseram que o interesse pela leitura e a facilidade de ler o enunciado de um problema ou questão estava bem maior.
Sei que muitas críticas vem, mas não devemos nos deixar abalar, os alunos criticam e até nos perguntam: é professor de matemática ou língua portuguesa?
Devemos deixar claro que competência leitora e escritora pertence à todas as áreas, e que na matemática utilizamos tanto quanto nas outras disciplinas.
Eu particularmente, gosto muito de ler e escrever.
Na leitura viajamos sem sair do lugar, nos emocionamos, ficamos tristes, alegres, furiosos, com medo..., realmente o mundo de quem lê tem mais cor, sabor, emoção, aventura...
Mais importante ou tão importante quão, é escrever, colocar no papel em ordem cronológica o seu pensar, o seu falar, o seu agir, sentir...
Vejo que isso é importante também na resolução de exercícios, se você tem tudo organizado, resolve com maior facilidade ou não, depende de cada um.
Vejo que isso é importante também na resolução de exercícios, se você tem tudo organizado, resolve com maior facilidade ou não, depende de cada um.
Desde que me entendo por gente sempre escrevi, quando criança (estudava na 3ª Série, hoje 4º Ano) eu já escrevia pequenos livros, com histórias, criadas por mim e isso era o máximo, escrevia, desenhava, montava a capa, montava o livro, até um certo dia quando um desses livros caiu da minha mochila e um colega leu, e passou a rir de minha história, ficou falando por horas até que em um determinado momento nosso professor, parou a aula e pediu para que todos da sala, menos eu, escrevesse uma história e montasse um livro e me pediu para ir à biblioteca pegar com a bibliotecária o registro da quantidade de livros que os alunos de nossa sala emprestavam da biblioteca.
E para minha surpresa e surpresa de todos eu era a aluna que mais lia, que mais emprestava livros de todos os gêneros, todos ficaram sem graça, e passaram a ler mais também. Depois dos livrinhos montados, trocamos uns com os outros e todos lemos os livros dos colegas e passamos a comentar.
Eu claro, não parei por ai, passei a escrever poesias, de todos os tipos, escrevo poesias matemáticas, nunca as mostrei à ninguém, sempre que trabalho um conteúdo novo em sala faço um poesia com o tema em questão e leio para os alunos no final, eles gostam bastante, acham interessante, alguns até escrevem também e depois me entregam.
Através da escrita nos apresentamos, nos desculpamos, convidamos, puxamos a orelha, elogiamos...
Os registros são importantes, pois deixamos escrito aquilo que pensamos, que fazemos, agimos e sentimos, nunca gostei de escrever diários, mas sempre gostei de escrever livros e poesias, não é atoa que queria ser jornalista.
Bom, estas são algumas das minhas experiências com a leitura e a escrita.
Tatiane Castanheira.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirOlá Tati!
ResponderExcluirPelo o que vem demonstrando, em suas colocações, acredito que deveria investir ainda em seu sonho "o jornalismo". Bom, é claro que nossos alunos perderiam com isso...rsrs
Oi Vera!
ExcluirQuem sabe, gostaria muito mesmo, mas amo lecionar, fico na duvida.
Vamos ver como as coisas caminham.
Obrigada pelo incentivo.
Abraço.
Tati, nunca desista de ser jornalista, com certeza será uma excelente jornalista como também é excelente professora e maravilhosa como colega de curso.
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ExcluirOi Patricia!
Obrigada pelos elogios, desse jeito fico sem graça, e quanto ao incentivo em ser jornalista, penso muito mesmo, quem sabe!?
Abraço.